Cantor Saulo Dugado e policial militar falam da confusão na Panificadora Ideal



Uma semana depois da confusão na Panificadora Ideal, na zona Leste de Teresina, onde o policial militar Wenderley Rodrigues da Silva atirou no cantor Saulo Dugado após uma confusão, os dois falaram em entrevista suas versões sobre o fato. As entrevistas foram concedidas à TV Meio Norte e você confere a seguir o que cada um disse sobre o ocorrido.
SAULO DIZ QUE NÃO ESTAVA NUM BOM DIA
"Eu acordei num desses dias que não estava muito bem e reclamei de um guardanapo que estava faltando, a garçonete não me tratou muito bem, recorri ao gerente da padaria, onde ele também não me tratou muito bem. Falaram que eu tinha batido na namorada e isso é uma inverdade pura, nas mídias sociais tem um depoimento dela falando do dia, de como a gente estava bem. Falaram que eu estava drogado, quero até tocar nesse ponto. Fiz o exame toxicológico e eu estou há mais de um ano, com um ano e um mês sem ingerir bebida alcoólica nenhuma, nenhuma substância que altere a minha mente ou o meu humor”, disse o cantor Saulo Dugado.
NÃO ACHOU ATITUDE DO POLICIAL CERTA
“Posso ter me exaltado, eu seria muito um mentiroso se eu disse que não me exaltei. Quando recorri ao gerente e o gerente me tratou de uma forma descompensada, comecei a bater boca com o gerente e o policial entrou na história. Uma atitude de um policial que diz 'você quer pegar um tiro?' e mostrar a arma, ir para às vias de fato, não achei uma atitude certa”.

VAI PROCESSAR POLICIAL
“Meus advogados estão vendo onde ele pode ser enquadrado, se lesão corporal grave, tentativa de homicídio, enfim, estou deixando meus advogados resolverem. Cada um teve sua parcela de culpa, cada um errou, estou aqui na condição de Saulo, de humano, com humildade, pedindo perdão pelas agressões, pelas palavras de baixo calão que eu proferi”.

DIZ QUE VAI ‘BAIXAR A BOLA’
A bala entrou na coxa e se alojou no joelho. A equipe médica, após exames, achou por bem não mexer na bala, porque seria uma complicação maior, tirar a bala dai, já que ela não mexeu em nenhum movimento. Foi feita uma limpeza e daqui a uns 40 dias estarei nos palcos de novo e a bala ganhei de brinde. A lição que fica pro Saulo é baixar um pouquinho a bola, porque eu reconheci que não é discutindo que se ganha uma briga. Baixar a bolinha é o que eu vou fazer daqui pra frente”, concluiu.
 POLICIAL DIZ QUE TENTOU DEFENDER MULHERES
“Quando e entrei na panificadora ideal, já estava tendo essa confusão, no primeiro momento entrei e observei, estava tendo aquele conflito, o cidadão estava bastante alterado, ofendendo as clientes, funcionárias da panificadora, bem como o gerente, foi quando uma senhora que estava com sua filha falou para ele respeitar as mulheres do ambiente, que tinha outras pessoas ali, foi o momento que ele a ofendeu com palavras de baixo calão, que não vou aqui repetir, a filha dela se levantou em defesa dela. Senti que ele ia partir para cima da filha da senhora, foi quando eu entrei na discussão, me identifiquei como policial e disse que chamaria uma viatura. Ai a revolta dele naquele momento, que ele estava exaltado, se voltou contra mim, começou a ofender a minha mãe, falar palavras de baixo calão e no momento que ele pegou uma cadeira para tentar me agredir”, disse o policial Wenderley Rodrigues da Silva.

ÚLTIMO RECURSO ERA A ARMA DE FOGO
“A gente entrou em luta corporal, tentei dominá-lo. Ele é um cidadão muito forte, eu não consegui, me desgastei na luta corporal, me desvencilhei e achei que ele não viria mais, mas ele novamente pegou uma cadeira de madeira e veio tentar me atingir, possivelmente na minha cabeça, tentei de forma moderada controlar e me lancei do último recurso que eu tinha, que era minha arma de fogo”, afirmou o PM.
JURAMENTO DE DEFENDER A SOCIEDADE
“Efetuei disparo no chão, para não atingir o cidadão, de forma que intimidasse, impedisse ele de vir para cima de mim, corajoso como ele estava, acabou atingido na perna. A gente vê no vídeo e pelas pessoas que estavam no local, as testemunhas, que ele jamais pararia com isso, eu me identifiquei como policial, que chamaria uma viatura e que daria voz de prisão a ele se ele continuasse com aquilo.  Ele estava ofendendo as mulheres, estamos num momento em que a mulher é vítima de toda forma, eu como policial juramento não tive outra atitude a tomar, tinha que intervir, podia acabar numa agressão física a uma mulher, quem sabe uma coisa até pior, tentei interpelar para que isso não acontecesse. Custou a minha liberdade, estou aqui mas depois vou ser recolhido”.
USO DA ARMA DE FOGO
“Eu estou na polícia há oito anos, trabalhei na Força Tática mais de dois anos, fiz a condução de mais de 250 pessoas para a Central de Flagrantes, vário presos de alta periculosidade, traficantes, assaltantes de banco, não podia estar desarmado. Aquela arma é de uso pessoal que estava comigo há muito tempo, estava me deslocando para uma audiência, que era 9h, estava indo comprar o pãozinho de queijo para levar dentro do carro comendo, porque eu não tinha tomado café e infelizmente me deparei com essa situação”. 

DIZ QUE NÃO SE ARREPENDE
“Não me arrependo de ter defendido as pessoas que defendi, agora vou lutar juntamente com meus advogados para ter minha liberdade de volta porque tenho as minhas crianças pequenas que dependem de mim, tenho cinco filhos, minha família, minha vida mudou, tenho um filho autista que eu vou ter que dizer pra ele que estou trabalhando”, diz ele emocionado.
‘AGI EM LEGÍTIMA DEFESA... PODERIA TER MORRIDO’
Não me arrependo porque procurei todos os meios moderados, estava defendendo as pessoas, recebi WhatsApp das vítimas me agradecendo, acredito na justiça e que a gente vai conseguir reverter isso. Eu me sinto tranquilo porque sei que nesse processo a justiça vai ver que agi em legítima defesa. Se eu levasse uma cadeirada daquela na cabeça, eu poderia cair, pegar minha arma e acontecer uma tragédia, ou da cadeirada mesmo morrer. Eu poderia ter me omitido, ter saído daquela panificadora, mas fiz um juramento há oito anos atrás, de defender a sociedade com o risco da própria vida”.
DIZ QUE NÃO SE ARREPENDE
“Não me arrependo de ter defendido as pessoas que defendi, agora vou lutar juntamente com meus advogados para ter minha liberdade de volta porque tenho as minhas crianças pequenas que dependem de mim, tenho cinco filhos, minha família, minha vida mudou, tenho um filho autista que eu vou ter que dizer pra ele que estou trabalhando”, diz ele emocionado.
‘AGI EM LEGÍTIMA DEFESA... PODERIA TER MORRIDO’
Não me arrependo porque procurei todos os meios moderados, estava defendendo as pessoas, recebi WhatsApp das vítimas me agradecendo, acredito na justiça e que a gente vai conseguir reverter isso. Eu me sinto tranquilo porque sei que nesse processo a justiça vai ver que agi em legítima defesa. Se eu levasse uma cadeirada daquela na cabeça, eu poderia cair, pegar minha arma e acontecer uma tragédia, ou da cadeirada mesmo morrer. Eu poderia ter me omitido, ter saído daquela panificadora, mas fiz um juramento há oito anos atrás, de defender a sociedade com o risco da própria vida”.


FONTE: 180graus.com
Cantor Saulo Dugado e policial militar falam da confusão na Panificadora Ideal Cantor Saulo Dugado e policial militar falam da confusão na Panificadora Ideal Reviewed by Fernado Carvalho on 24 maio Rating: 5

Nenhum comentário